Mandados de busca e apreensão por fraude foram cumpridos, na manhã desta terça-feira (7/2), em BH, Nova Lima, Betim, Contagem e Sarzedo
Estado de Minas - SPSílvia Pires - 07/02/2023 10:25 - atualizado 07/02/2023 10:37 - (foto: Ministério Público de Minas Gerais/Divulgação)
Esquema estruturado de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro causa prejuízos aos cofres públicos mineiros
Um grupo econômico formado por diversas empresas que atuam na produção, comercialização e reciclagem de sucatas e metais é investigado por esquema que sonegou quase R$ 500 milhões dos cofres públicos de Minas Gerais. Na manhã desta terça-feira (7/2), foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão contra os envolvidos.
A investigação identificou empresas de fachada, criadas para emitir notas fiscais falsas (notas frias) e simular operações comerciais. Com isso, os investigados conseguiam milhões em créditos frios de ICMS.
As notas fiscais frias também eram usadas para encobrir a compra clandestina de metais. A operação investiga, ainda, um esquema de lavagem de dinheiro praticado por intermédio de outras empresas (holdings) administradas pelos investigados.
Os mandados foram cumpridos em Belo Horizonte, além de Nova Lima, Betim, Contagem e Sarzedo, na Grande BH. O esquema também envolve empresas do Rio de Janeiro. Os alvos são pessoas físicas e jurídicas.
Operação
Essa é a quarta fase da "Operação Sinergia", conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), força-tarefa composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Receita Estadual, Polícias Civil e Militar.
A operação já recuperou cerca de R$ 17 bilhões de ativos aos cofres públicos.
As fases anteriores identificaram o envolvimento de agentes que atuam em diversas camadas da cadeia do setor econômico de metais, um dos mais estratégicos para Minas Gerais.