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Começa coleta seletiva de recicláveis no calçadão e centro de Rio Preto

Começa coleta seletiva de recicláveis no calçadão e centro de Rio Preto

Num segundo momento, além das lojas, serão incorporadas as residências da região Central.

Dhoje - 5 de dezembro de 2022
 

A Cooperlagos avança para ampliar a coleta seletiva de resíduos recicláveis na região Central de Rio Preto. O trabalho começou quinta-feira (1º) pelo Mercado Municipal, que concentra 35 unidades comerciais, nas ruas Voluntários de São Paulo, Prudente de Moraes, Bernardino de Campos, Tiradentes, Siqueira Campos e General Glicério.

Inicialmente, a coleta seletiva vai se realizar em grandes magazines e comércios. Eles são considerados grandes geradores resíduos. Após o primeiro passo, está prevista a expansão para a área residencial. A perspectiva é que o segundo passo seja dado em breve.

As empresas que aderiram à coleta seletiva devem armazenar o material reciclável. Ele será levado por uma equipe formada por 4 cooperados que vão percorrer os endereços de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h e, aos sábados e domingos, das 9h às 11h.

“Na cooperativa somos sócios de um projeto conjunto, que se torna mais rentável à medida que expandimos nossa área de atuação. Estamos muito felizes em chegar na região Central, onde muitas matérias são descartadas e nossa atividade é muito necessária”, desta Nayara do Santos, cooperada responsável pela nova frente de coleta.

Desde novembro, os cooperados realizam visitas de sensibilização para orientar os comerciantes sobre o serviço e a logística do processo e a iniciativa tem sido bem recebida.

“Aqui a gente separa tudo que pode ser reciclado, pois é importante para o meio ambiente. Aderimos com gosto, porque tudo que é pra melhorar é bem-vindo”, comenta Vani Balsarini, concessionário da Pastelaria Balsarini, que faz parte do Mercadão.

Reciclagem e mudança de vida

Dois novos coletores, ex-moradores de rua, tendo sido atendidos no Centro Pop, se integraram ao projeto e acreditam que a reciclagem mudou a via deles: Emerson Garcia e de Carlos Alexandre. Por caminhos de vida distintos, os dois compartilham da experiência de viverem nas ruas de Rio Preto.

“Fui morar na rua depois de me machucar no trabalho, que era sem registro, e não conseguir mais pagar as contas. Foram quatro meses muito difíceis; ninguém quer dormir no relento, com frio ou chuva”, conta Emerson, que está temporariamente pernoitando na Casa de Cirineu até se restabelecer.

Carlos Alexandre destaca que o trabalho traz dignidade e respeito, além de romper o preconceito que alguns têm imaginando de que só a dependência em álcool e outras drogas leva à situação de rua.

“Tive uma desilusão afetiva muito grande e decidi sair pelo mundo até chegar aqui. Graças a Deus estou encontrando o meu caminho e a primeira coisa vai ter minha casa, ainda que alugada”, comemora.

A própria Nayara, hoje coordenadora de equipe, é inspiração para os novos cooperados. Há três anos na Cooperlagos, deixou uma condição social de muitas privações para comprar sua casa própria, onde vive com filhos e esposo.

Atualmente, 9 dos 81 integrantes da Cooperlagos são pessoas que estão deixando a situação de rua, tendo o auxílio da assistência municipal.

Comitê Intersetorial

A ampliação da coleta seletiva faz parte das iniciativas elaboradas pelo Comitê Intersetorial de Políticas Municipais para a População em Situação de Rua em Rio Preto, cuja missão é pensar ações e políticas públicas em diversos eixos, dentro quais Trabalho e Meio Ambiente.

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