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Zona Leste de São Paulo ganha primeira estação que paga por recicláveis e eletrodomésticos

Zona Leste de São Paulo ganha primeira estação que paga por recicláveis e eletrodomésticos

Unilever, Electrolux Group e Green Mining inauguram unidade no Mercado Municipal Central Leste com foco em ampliar o escopo de materiais e garantir geração de renda a catadores


Sofia SchuckRepórter de ESG
Publicado em 24 de agosto de 2026 às 18h30.

Última atualização em 26 de agosto de 2026 às 11h02.

A Zona Leste de São Paulo ganhou sua primeira Estação Preço de Fábrica, projeto da startup Green Mining que compra materiais recicláveis e paga de forma justa, valorizando os catadores que são os protagonistas da cadeia do lixo. 

Em parceria com a Electrolux Group e a Unilever, a unidada inaugurada no Mercado Municipal Central Leste é a primeira da rede a aceitar plástico duro PEAD e também eletrodomésticos. 

A partir de agora, todas as 11 estações espalhadas pelo Brasil passam a comprar o PEAD que é presente em tampas, potes e frascos de produtos de higiene e limpeza, além dos itens já aceitos antes, como papel, papelão, plástico PET, vidro e embalagens longa vida.

 
Desde o início do projeto em 2021, já foram encaminhados para reciclagem mais de 8,2 milhões de quilos de material, com R$ 6,8 milhões pagos a mais de 6 mil trabalhadores da cadeia do lixo. 

 
"A Estação Preço de Fábrica aproxima a reciclagem da rotina da população. Trabalhamos com preços atrativos para estimular a participação e mostrar que resíduos têm valor econômico e ambiental", afirma Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining.

O pagamento é feito via Pix, semanalmente, diretamente para os catadores e carroceiros, sem intermediários. O modelo pode elevar os ganhos mensais em até 400% a 500%, saltando em média de R$ 250 para até R$ 2,5 mil.

Para o CEO, a grande novidade é englobar também os eletrodomésticos, fruto da parceria com a Electrolux Group iniciada durante a COP30. Durante a grande conferência climática da ONU, a startup também desembarcou em Belém de forma pioneira na região Norte. 

Segundo João Zeni, diretor de Sustentabilidade da Electrolux Group América Latina, o objetivo é enfrentar um gargalo histórico do setor: a coleta de eletrodomésticos e eletroeletrônicos. Os produtos recolhidos são encaminhados a parceiros homologados pela empresa.

Já a participação da Unilever é viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR), mecanismo que permite a destinação de parte do imposto devido por empresas a projetos de reciclagem aprovados pelo governo federal.

No Brasil, a multinacional de bens de consumo já utiliza 37% de plástico reciclado em suas embalagens e também investiu mais de 900 mil em outra unidade da Green Mining ainda em 2025. 

A startup também está por trás do primeiro projeto brasileiro de geração de créditos de carbono a partir da reciclagem, iniciativa com potencial de movimentar R$ 2,8 bilhões por ano ao desviar 26 mil toneladas de resíduos de aterros e lixões.

Fonte: https://exame.com

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