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Empresas de reciclagem da Grande BH são investigadas por sonegação e lavagem

Empresas de reciclagem da Grande BH são investigadas por sonegação e lavagem

Empresas eram usadas para emitir notas frias com o objetivo de obter créditos de ICMS e, também, para "legalizar" produtos adquiridos no mercado clandestino

 
O Tempo - Por José Vítor Camilo - Publicado em 7 de fevereiro de 2023 | 09h04 - Atualizado em 7 de fevereiro de 2023 | 13h29

Além do MP, a nova fase da operação também contou com a Polícia Civil, Polícia Militar e a Receita Estadual — Foto: PC/DIVULGAÇÃO

Um grupo de empresas da região metropolitana de Belo Horizonte, que atua no setor de reciclagem de sucatas e metais, foi alvo de 22 mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (7 de fevereiro) durante a 4ª fase da operação Sinergia, que apura os crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Os criminosos usavam empresas de fachada para emitir notas frias para obter créditos de ICMS e, também, para "legalizar" produtos adquiridos no mercado clandestino. Estima-se um prejuízo de meio bilhão de reais.

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), esta nova fase da operação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (CIRA-MG) mira uma organização criminosa que se vale de "sofisticada estrutura corporativa" para comercializar ligas de alumínio para "empresas de diversos setores como as indústrias "metalúrgica, siderúrgica e automobilística". 

Além de BH, os mandados judiciais expedidos pela 4ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores também são cumpridos nas cidades de Nova Lima, Betim, Contagem e Sarzedo, todas na Grande BH. Além disso, também há cumprimento na cidade do Rio de Janiro. 

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"Os alvos são pessoas físicas e jurídicas envolvidas em um esquema estruturado de sonegação fiscal. Foram identificadas dezenas de empresas de fachada, que teriam por função emitir notas fiscais falsas (notas frias) para simular operações comerciais e viabilizar a criação de créditos inidôneos de ICMS. Investiga-se, ainda, o uso das notas fiscais falsas para dissimular a aquisição de mercadorias provenientes do mercado clandestino de metais", detalha o MPMG. 

Furto de fios de cobre levou à descoberta do esquema milionário
De acordo com o MPMG, o setor econômico de metais é estratégico para Minas Gerais, já que movimenta bilhões de reais e afeta direta ou indiretamente a vida de milhares de mineiros. Desde o ano passado, o CIRA já realizou três fases da operação Sinergia, sendo que os levantamentos identificaram o envolvimento de agentes em diversas camadas do setor, inclusive, no furto de fios de cobre, que, no dia a dia, prejudicam a vida de milhares de pessoas. 

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